Yehudi Menuhin (1906-1999) - Terceira Parte
Música Clássica

Yehudi Menuhin (1906-1999) - Terceira Parte


Podem ler as duas primeiras partes desta biografia nestes dois posts:
Primeira Parte : Um talento precoce
Segunda Parte. Os Anos Antes da Guerra

A segunda guerra mundial interrompe a carreira de Menuhin de forma dramática (há quem defenda que mesmo antes da guerra Menuhin já teria perdido o fulgor dos primeiros anos, supõe-se que devido a uma lesão) mas obviamente quando se fala de guerra este tipo de problemas é irrelevante.

Por outro lado a guerra veio catalisar uma faceta no instrumentista que se apercebe da dimensão humana que a música pode trazer à espécie humana. Na verdade Yehudi Menuhin não mais parará de procurar com a música  trazer paz, alegria e bom senso aos homens.

O inicio da guerra é marcada pelo nascimento dos seus dois primeiros filhos em 1939 e 1940 (embora nessa altura os Estados Unidos não estivessem ainda formalmente em guerra ...). Durante esta Menuhin vai fazer mais de 500 concertos para as tropas aliadas. Neste video podemos ver um extracto de uma interpretação num hospital de uma obra de Dvorak.

Numa dessas viagens haveria de conhecer a sua segunda mulher Diana Gould dançarina talentosa de quem teria também dois filhos.

Em 1945 com Benjamin Britten desloca-se a Bergen-Belsen para um recital no recentemente libertado campo de concentração num concerto destinado aos sobreviventes. Demonstrando uma alma enorme em 1947 aceita interpretar com a Sinfónica de Berlim dirigida por Furtwangler (nessa altura muito atacado pela sua suposta conivência com o regime nazi). Menuhin relembra então ao mundo que não só Furtwangler tinha ajudado imensos músicos judeus a fugir da Alemanha. Conseguir nessa altura pensar em reconciliação requeria na verdade uma alma superior. Neste vídeo podemos ouvir  Menuhin falar de Furtwangler.

Durante a guerra nos Estados Unidos encontra Bartok em grandes dificuldades financeiras e encomenda-lhe uma sonata para violino. Não consigo encontrar extractos de Menuhin a interpretar esta obra que hoje faz parte do reportório de violino mas em compensação proponho-vos para terminar este post uma interpretação já depois da guerra (1953) do Concerto para Violino e Orquestra de Bela Bartok com a Philarmonia Orchestra dirigida por Furtwangler.






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